Chapter 13 - Managing Globalization

Global Flows, Winners and Losers, Local Specialization

“Globalization, as defined by rich people like us, is a very nice thing...[Y]ou are talking about the Internet, you are talking about cell phones, you are talking about computers. This doesn’t affect two-thirds of the people of the world.” President Jimmy Carter, as an ex-president





Introdução


A globalização envolve fluxos entre quatro fenômenos interligados pela produção organizacional e pelo consumo, sendo eles:

· Os Estados-nação
· O Sistema mundial
· Nós mesmos
· Humanidade
A troca de matérias-primas, mercadorias, serviços, dinheiro, idéias e pessoas sempre existiu desde o começo da civilização. No século XVII, o comércio internacional era feito principalmente entre as nações européias e suas respectivas colônias.
Uma vez que os mercados estavam relativamente estabelecidos, alguns teóricos mencionam que os negócios passaram a ser organizados no que eles chamam de “capitalismo organizado”. Isso significava que empresas nacionais com identidades fortes nos seus mercados internos iam em busca de novos mercados externos baseados na sua experiência.
Mercados intercontinentais existem há mais ou menos 150 anos, e só foram possíveis através da instalação de cabos de telégrafo submarino que permitiam que o comércio fosse feito entre países distantes. O mercado de ações que também permitiu uma interligação de países ao redor do mundo cresceu muito na segunda metade do século XX.
Desde o começo do século XX, os países tidos como imperialistas não competiam no mercado internacional com os países periféricos, uma vez que os primeiros vendiam mercadorias industrializadas, enquanto os últimos eram exportadores de matérias-primas (commodities).
Quando as empresas expandiam para novos mercados, no passado, isso envolvia a criação de toda uma capacidade em outros países através de empresas subsidiárias, aquisições e vários tipos de cooperação. Atualmente, empreendimentos internacionais estão em todos os lugares e as corporações transnacionais são a maior força que dirige a globalização.
A globalização está por todos os cantos hoje e é encarada por muitos com resistência. Há sempre muitos protestos contra ela e suas implicações, principalmente durante eventos internacionais, como reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC), etc.

A globalização como um fenômeno econômico


A globalização é marcada pela integração de mercados desregulamentados, tecnologia, facilidade de contato através das telecomunicações e de meios de transporte rápidos e que chegam a quase todos os lugares do mundo. As atividades internacionais propiciam às empresas a entrada em novos mercados, o desenvolvimento de tecnologias e vantagens organizacionais, além de reduzirem custos e riscos para alguns negócios. Essas organizações são conhecidas como transnacionais porque expandem suas atividades para além de suas fronteiras nacionais. Elas possuem grande controle sobre a produção de mercadorias e o consumo das mesmas em mais de um país. Por isso, acabam por dominar o comércio internacional, principalmente, devido à sua capacidade de gerenciar recursos e operações em diferentes locais.
Diferentemente do que se pensa, poucas transnacionais são realmente globais e nem todas são tão grandes. Muitas dessas empresas vêm surgindo nos países emergentes recentemente industrializados.

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Estratégias da globalização


Segundo Chandler (1990), a evolução da empresas globais é o último passo na transformação das indústrias em busca de economias de escala, economias de escopo, diferenças nacionais de disponibilidade de recursos e custos de produção.
Apesar de a procura por mão-de-obra barata ser um dos fatores por que as empresas transnacionais procuram expandir suas operações e reduzir seus custos, é errado assumir que esta procura seja a principal força que faz com que as indústrias de vários setores se internalizem. Na maioria das indústrias, há fatores mais importantes que os custos da mão-de-obra, tais como acesso aos mercados, à tecnologia e a outros recursos. Além disso, cada vez mais essas indústrias vêm procurando mais trabalhadores muito especializados, sendo que a posse de algumas habilidades é talvez mais importante do que o preço da mão-de-obra.

Definindo globalização


Antigamente, a visão que se tinha das nações desenvolvidas e suas organizações é que elas tinham uma certa habilidade de prever e ditar o que aconteceria no futuro. Atualmente, é praticamente impossível, mesmo para empresas dominantes em seus setores em seus respectivos setores, fazer previsões muito certas sobre futuro, pois há uma força de constante mudança que não permite que o domínio no passado seja garantia de sucesso no futuro.
Outro argumento que define a globalização é de que nós concentramos mais na dominância do espaço do que do tempo. A Internet é um exemplo dessa contradição, pois apesar de as empresas poderem estar localizadas em qualquer lugar no mundo virtual, elas provavelmente estão concentradas em cidades como Nova Iorque, Londres e Sydney. A questão do espaço supera a questão do tempo, pois essa última não é mais levada tão em consideração, uma vez que se pode fazer transações comerciais por 24 horas, movendo dinheiro de um lado do globo para o outro sem que sejam necessários muitos esforços. Além disso, praticamente qualquer lugar é imediatamente acessível através das telecomunicações e da tecnologia da informação. Quase todas as capitais de países podem ser alcançadas em 24 horas ou menos por transporte aéreo.
Os Estados não perdem seu significado diante do conceito de globalização. Aliás, alguns governos, principalmente o do dos EUA, tem um papel forte e unilateral na política econômica global. Apesar de parecer que o mundo está se tornando economicamente global, ele é ainda dominado pelos EUA, Japão e outros países do sudeste da Ásia, países da Europa Ocidental e outros aliados. A tecnologia, a economia e a integração cultural são desenvolvidas entre essas três regiões principais e isso fica evidente do que diz respeito aos fluxos de investimentos e comércio internacional. São nessas regiões onde poder científico, supremacia tecnológica, domínio econômico e hegemonia cultural estão concentrados.

Um modelo de fluxos globais


As principais características da globalização contemporânea incluem a internacionalização dos mercados financeiros e das estratégias corporativas, a difusão da tecnologia e das áreas de P&D e conhecimento pelo mundo, e também a emergência de uma mídia global. Tudo isso tende a transformar os padrões de consumo em produtos culturais através de mercados de consumo ao redor do mundo.
Outro importante aspecto que vale ressaltar é que as pessoas desenvolvem um senso de comportamento na sua relação com os outros. Atualmente, tudo que está relacionado flui pelo espaço: qual o significado de ser humano, qual o significado de ser membro de uma sociedade, qual o significado de fazer parte de uma sociedade inserida num sistema mundial.Existem dois fluxos de maior importância que devemos considerar na relação com outros: os fluxos globais de dinheiro, conhecimento, pessoas e políticas, ou seja, os fluxos materiais; os fluxos invisíveis, transações na exportação de uma consciência cultural e mudanças no conceito de comportamento. É este último fluxo que fundamenta uma questão principal: Onde e como eu me enquadro nesse mundo?


Fluxo Global de dinheiro, conhecimentos, pessoas e políticas


As corporações que o mundo conhece tornaram uma escala de tamanho tal que muitas vezes, seus dados economico-financeiros pode ser comparados de igual para igual com vários países, colocando-as numa lista que não distigue um país de uma empresa, os tornado todos grandes corporações. Essa realidade é tão marcante que, em 2002, na lista das 100 maiores entidades econômicas 72 eram empresas de capital aberto e somente eram 28 países.
Pensando desta maneira, podemos admitir que as corporações em questão são tão importantes e têm vantagens competitivas tão grandes com relação aos conhecidos deletérios de uma nação e seu respectivo governo, que a globlização não pode mais ser somente pensada como uma simples interação de sistemas e culturas por meio de novas tecnologias, como é comumente divulgada. Interessante pensar que um país, por exemplo, tem uma limitação básica que é a de ser espacialmente fixo: tem o seu próprio território e somente isto; uma grande corporação já tem a vantagem de ter suas operações com sedes em diferentes países. Desta forma só se pode reforçar o fato de que as empresas e o seus respectivos desenvolvimentos são tão importantes quanto simplesmente os próprios países e que o movimento de expansão das mesmas é contínuo e tende cada vez menos a ter barreiras em seu caminho.
Assim emerge uma globalização – aquele movimento que promove a interação de sistemas, sejam eles de fluxo econômico-financeiros ou de qualquer outro tipo e culturas por meio de novas tecnologias – que passa a ser um agente pelo qual as organizações permeiam sua expansão e também que é moldada por essas mesmas organizações e seus próprios interesses.

Mercados financeiros globais, instituições e sistemas


De maneira um pouco menos usual, pode-se pensar em como a presença de entidades muilticulturais e literalemtne globalizadas, como o prórprio Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, por exemplo, exerce grande influência nos países em que atua de forma que, ao fornecer crédito, exigem medidas e resoluções dos governos desses respectivos países à margem do que acreditam ser melhor para o desenvolvimento sustentável do mesmo e do resto do mundo; isso é um tipo de globalização e isto é globalização por meio de osganizações, usando do poder conquistado pela dimensão que as mesmas alcançaram pelo mundo. Pensando de forma simples, a importância da globalização como agente modificadora do processo de desenvolvilemto economico das corporações, pode ser verificada nos mercados financeiros, por exemplo, como a rapidez como o mercado de capitais, baseado muitas vezes em questões puramente especulativas, pode se adaptar à realidade de países tão longe uns dos outros em questão de horas, no mesmo dia, dentro do horário do fechamento de suas operações – não é difícil lembrar como se espalhou a recente crise econômica mundial resultante dos derivativos tóxicos – a grande crise do Subprime - que assolou e assombrou o mercado americano e os credores mundo afora.
Continuando a pensar na globalização como agente expeculativo, a bolha da Internet talvez seja um dos melhores exemplos de como um mercado globalizado, que por sua vez foi agente promotor da própria globalização (a internet é um dos marcos da globalização), pode estourar globalmente. A rapidez com a qual a bolha da internet foi aumentando e a rapidez com a qual ela estourou só pode ser explciada pelos efeitos que as comunicações e a liberdade econômica atual, atuando de forma sinérgica e instantânea pelos mercados mundias.

Alianças estratégicas, fusões, aquisições e a Globalização do conhecimento


Também pode ser levantado que a gloalização é fundamental para fomentar as alianças estratégicas globais das empresas, permitindo uma cooperação mútua entre elas, ultrapassando barreiras e promovendo a transferência de tecnologia. Essas alianças permitem que coalizões de pequenas empresas enfrentem com igualdade grandes empresas transnacionais. Entretando essas parcerias, quando levadas mais à sério, como no caso de uma fusão ou aquisição, coloca a empresa em uma posição delicada, já que o custo da adaptação da estraéga e do desenho organizacional das empresas que agora estõa juntas pode nem sempre compensar as expectativas de lucros fáceis e representatividade internacional. É importante lembrar que o espaço transnacional no qual uma emrpesa global enfrente é um espaço no qual ela tem que lidar com diferentes consumidores, diferentes fornecedores, governos e leis, por exemplo; até os investidores, que geralmente são influenciados por ações de curto-prazo, tem comportamentos diferentes pelo mundo.

As barreiras para a difusão de novos conhecimentos e novas formas de se gerir uma empresa se quebram no ambiente global, já que toda a estratégia tem que ser pensada de forma mais abrangente. Entretanto, se por um lado a globalização causa a abertura de mercados e de conhecimento, de outro, a propriedade intelectual adquiridadas corporações tem que ser especialmente cuidadas. Ao internacionalzar-se, alguns processos têm que ser internalizados de forma que segredos e vantagens competitivas não se espalhem sem o devido controle da empresa.


Empresas globais e neoliberalismo econômico


entrada+de+serviço.bmp.jpgOs avanços e a prosperidade econômica prometida com o livre comercio colocam em xeque os governos. Oscilando entre maior crescimento econômico e imperfeições de mercado. Os governos passam a barganhar incentivos mútuos em favor de um comercio mais livre, porém, controlando as perdas sociais e econômicas internas. As condições de produção não são iguais mundialmente. Desta forma, os Estados exercem um papel cada vez mais importante para impedir que as imperfeições de mercado causem prejuízo para o desenvolvimento do mercado interno.







Consciências Culturais e Fluxos Globais



Da globalização, emergem noções mais complexas de identidade pessoal. A interpenetração de cultura e economia produz mudanças sociais, tensões e micro mercados.
Os micros mercados são de produtos e serviços que tem como premissa a diferenciação das identidades culturais, que são definidas pela posse ou não posse de tal produto.
Era de se esperar que com a globalização, seria inevitável a maior padronização e homogeneização dos produtos, da produção e dos mercados. Assim, é de se pensar que as pessoas estejam se tornando menos complexas e mais parecidas. No entanto, a padronização encontra limites nas singularidades locais no âmbito cultural, político e econômico, que surgiram nos últimos anos para questionar a globalização.

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A diferenciação abre portas para novas oportunidades de diferenciação de mercado.

Estamos vivendo num momento de convergência global? Alguns analistas dizem o contrário. A convergência pode não ser nem necessária, nem desejável. Como exemplo, o texto cita os indígenas, que possuem uma identidade única e que podem possuir qualidades especiais, de interesse para a sociedade. A identidade é diferente dependendo da nação e até dentro de um país. A convergência é vista cada vez mais como improvável e menos produtiva do que a divergência.

Com o crescimento da mídia de massa, principalmente a televisão, o mundo está exposto à mídia e notícias de todos os países. No entanto, o modo como cada pessoa percebe a notícia difere muito. O crescimento de uma mídia global gera a necessidade de uma consciência global, o que é muito contestado.

Na globalização, há vencedores e perdedores. Empresas que são muito complexas cultural , organizacional e financeiramente, são vistas como um perigo que a globalização pode trazer. No entanto, o que a globalização traz de pior são os trabalhadores de países tradicionalmente industriais, que perderam seus trabalhos, são trabalhadores com pouca qualificação e baixa instrução. A demanda por esses trabalhadores diminuiu nos países mais ricos em mais de 50%.

O mercado global de capital concede aos países mais pobres melhor acesso a capital e tecnologia. Os maiores beneficiários da globalização são os trabalhadores de empresas transnacionais e os analistas que prestam serviço a essas empresas: advogados, pesquisadores, consultores, etc. Os verdadeiros vencedores são essas pessoas, que tem conhecimentos globais em vários setores (direito, ciência, ou “expert” em qualquer outro assunto), além de conhecedores da área digital, esportes ao redor do mundo, artistas do entretenimento.

O texto ainda aborda que a globalização tem uma tendência monopolística e de vantagem em ser o primeiro. Os líderes de mercado podem se juntar, excluindo ainda mais e gerando pobreza, desemprego, alienação e crimes. Com a globalização, esse processo toma proporções ainda maiores, pois envolvem países ou regiões do planeta, gerando imensa desigualdade.

Politicamente, há forças entusiasticamente integrativas até idéias de isolamento. Desde acreditar que um mercado livre vai resolver todas as tensões geradas pela globalização, até a regulação do mercado. A “nova direita” é contra a globalização, ela vê a globalização como culpada pela fragmentação da identidade nacional.

“The effects of globalization can be seen through studying the GNP’s of the world of nations in the postwar eras. Those that have been phenomenally successful in lifting themselves up those tables have, by and large, engaged, and been engaged with, the world globally. The states that have not been engaged or have remained disengaged have remained poor and the real losers from globalization.”



Especialização local em um mundo global


Uma consequência paradoxa do aumento da globalização é a concentração de clusters com trabalhadores especializados no ramo industrial em diferentes economias locais em torno do mundo. O crescimento de firmas similares reforça uma maior especialização por parte das mesmas com a intenção de se tornarem altamente competitivas tanto no ramo industrial quanto no de serviços.
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Com relação a localização há um fato curioso, apesar das empresas competirem entre sí elas tendem a se agrupar numa mesma localização pelo fato desses lugares muito provavelmente fornecerem uma melhor infraestrutura tecnológica, além de mão de obra mais especializada, auxílio mútuo.

Foi notado o local geográfico de concentração de três grandes grupos de serviços e produtos no mundo. O primeiro diz respeito a uma grande competição tradicional ( ex: industria têxtil e de roupas na Itália), o segundo trata de indústrias com alta tecnologia, que estão sempre em busca de novidades/novos experimentos/ descobertas (ex:biotecnologia em São Francisco e instrumentos científicos em Cambridge), por último existe o grupo dos serviços, especialmente financeiros e de negócios (regiões de concentração: São Francisco, Tóquio, Paris).

Com a globalização empresas do mundo inteiro rumam para esses respectivos campos de concentração, de acordo com a sua área de atuação. Desenvolver uma grande interação entre as empresas pode ser uma boa arma de inovação, firmas muito especializadas em apenas uma peça, por exemplo, de seu produto final, podem cooperar com empresas internacionais que vendem recursos complementares para tais bens e que sejam especializadas nos mesmos, produzindo dessa forma produtos finais mais completos e de melhor qualidade.



Referências bibliográficas relevantes:



Clegg, Kornberger e Pitis - Managing and Organizations. An Introduction to theory and practice. Sage Publications, 2005


HOECKLIN, L. "Managing Cultural Differences: Strategies for competitive advantage".
http://mundoglobalizad.blogspot.com/