O video acima é um vídeo que trata da necessidade de surgimento do que hoje chamamos Teoria da Contingência, parte de sua história e seus principais conceitos:

Capítulo 4 - Gerindo o Design( Estrutura) das Organizações

Estruturas, Ambiente, Adequação

INTRODUÇÃO

Toda organização está em constante batalha, afinal todos querem crescer e se desenvolver, que conseqüentemente traz mais lucros e fama. Mas o que permite a uma empresa crescer? Quais as dificuldades que ela deve enfrentar para crescer? E acima de tudo que características que permitem a uma empresa crescer?

A resposta é que não há resposta correta, tudo é relativo, entra em ação a **teoria da contingência**, que diz que não há um certo ou errado, ou seja não há uma melhor forma de organizar uma organização, mas a ação que uma organização deve tomar é contingente ( dependente) das situações internas e externas que englobam ou influenciam a organização.


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A introdução das reflexões e críticas das perguntas explicitadas perguntas são justamente o que esse capítulo pretende apresentar leitores.

Fatores como a ciência, a tecnologia, o tamanho e a adaptabilidade influenciam na estruturação e gestão de uma empresa, eles até mesmo foram teorizados e analisado por diferentes estudiosos em como afetam a direção da empresa


CONTEXTUALIZAÇÃO

É nesse contexto, em que as estruturas fornecem a armação, uma organização tem espaço para agir e realizar uma decisão. Entretanto, devido ao processo histórico da humanidade e da crescente popularidade da administração como ciência, alguns "designs" foram privilegiados. Por exemplo, a dificuldade que as organizações tiveram tempos atrás em imaginar estruturas que não fossem hierarquizadas e até mesmo em alguns casos, essas estruturas, valores ou crenças, estavam extremamente fixadas nas organizações, que por estarem imersas nessa realidade construída por elas mesmas, faz com que elas ficassem presas e limitadas e determinadas escolhas, a esse estado denomina-se embeddness(imersão).

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obs: os dois na figura sâo alienígenas, mas nem por isso tem a mesma recepção em diferentes países
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A teoria da contingência aparentava levar a promessa de unificar pesquisadores das organizações em um programa comum em que as contingências-chave pudessem ser identificadas e os padrões de variância a elas associadas pudessem ser elaborados; todavia, a realidade provou não ser assim.

Enfim, a burocracia foi o ponto de partida para estudos empíricos sobre as organizações, tendo diversos teóricos analisado as organizações em seus graus de diferenças. Um programa de pesquisa gerado em Aston sofisticou a análise, partindo, assim, para a Teoria da Contingência. A conclusão encontrada por um pesquisador chamado Donaldson foi de que era mais fácil as organizações se adaptarem, ou terem escolhas estratégicas que favorecem tal adaptação, às contingências do que estas últimas serem mudadas para melhor se “encaixarem” nas organizações. Dessa forma, muitos dos recentes debates tem sido sobre as novas formas organizacionais.

Este link mostra um exemplo de aplicação da Teoria da Contingência, mostrando como uma contingência influencia o sistema de contabilidade gerencial de uma organização nacional, o Banco do Brasil.


PRINCIPAIS CONCEITOS

Importância da Ciência

A ciência é a racionalização da realidade através do estudo, observação e formulação de uma tese, nisso surgiu um novo estudo que tentava comparar as mais diferentes hipóteses e formar assim um novo tipo de conhecimento, um conhecimento claro e objetivo para futuros gestores, o positivismo surge como essa resposta.

O positivismo é basicamente explora a idéia de que organizações e os comportamentos delas são resultados padronizados e regulamentados, através de determinados mecanismos, teorias que relembram um pouco do exploitaition no cap 3. Esses mecanismos podem ser denominados como "fatos sociais", como fatos reais que não podem ser ignorados. Dessa forma, algo é previsível irá de fato ocorrer dada determinadas condições, independente da vontade das pessoas.

Uma exemplificação disso é que ao se expandir uma empresa, ela com certeza terá de aumentar sua burocratização, isso é reforça a teoria da contingência.

No entanto, apesar dessas certezas, o positivismo também é cauteloso quanto a veracidade das hipóteses, pois qualquer hipótese pode ser refutada no futuro.

Outro ponto importante é que nas organizações, os mecanismos que regulam as organizações são vistos como efeito da interação entre a estrutura da organização e as funções desta. Tal relação é denominada "funcionalismo estrutural". Este modelo em especial apresenta a idéia de que a empresa deve procurar aumentar sua eficiência e planejar no longo prazo. Organizações que possuem estruturas melhor adaptadas às suas funções são aquelas que melhor combinam sua adequação às suas contingências.

Seguindo essa linha de raciocínio, muitos se perguntam quais são as contingências que devem ser seguidas no mundo organizacional atual. A resposta de Etzioni (1961) foi que 3 variáveis principais tinham maior tendência em aparecer em seus estudos, elas foram o Ambiente, a Tecnologia e o Tamanho.

Importância do Ambiente

O Ambiente é uma importante variável contingente pois dependo desse ambiente, a empresa pode ser mais estável, como menor inovação e muito mais mecânizado, ou ela pode ser mais orgânica, caso ela se encontre em um ambiente dinâmico e menos burocrático.

Dessa forma, se por algum motivo o ambiente da empresa muda-se de um ambiente estável para um mais orgânico, se a empresa/organização deseja continuar a funcinar, ela deve se adaptar a esse fator externo.

Importância da Tecnologia

O avanço tecnológico facilitou muitas das tarefas humanas, e assim o avanço nas operações industrias também se desenvolveram. Conseqüentemente, a tecnologia influênciou na estruturação de uma empresa, podendo ser classificada entre 3 tipos.
  • batelada pequena e produção unutária
  • batelada grande e produção em massa
  • processo contínuo
Essas divisões foram feitas de acordo com a complexidade tecnológica das operações, assim como no grau de controle e previsibilidade.

Importância do Tamanho

Uma importante contribuição para o assunto, deu a escola de Aston ao dizer que o tamanho da organização importava para 3 variáveis em particular: especialização, padronização e formalização. A conclusão da escola foi de que quanto maior a organização em número de empregados, mais ela é estruturada ou burocrática; por outro lado, quanto menor a organização, menos burocrática ela é.

Outra importante contribuição foi dada por Mintzberg ao argumentar que, para toda situação e tarefa que uma organização enfrenta, há uma estrutura específica que melhor se encaixa:

  • Estrutura simples: consiste de excelente gestão, poucos gestores intermediários, e força tarefa;

  • Burocracia da máquina: a ênfase está na padronização e em funcionários pouco capacitados, mas altamente especializados;

  • Burocracias profissionais: ao contrário da burocracia da máquina, esta estrutura depende de habilidades padronizadas, e não processos;

  • Forma em divisões: ao contrários das burocracias profissionais, esta estrutura não depende de indivíduos altamente treinados, mas sim de unidades com alto grau de expertise;

  • Adhocracia: nenhuma das estruturas acima realmente se ajustam quando colocadas em ambiente altamente turbulento, em que constantes inovações são a chave para o sucesso. A estrutura agora em questão, que interage os times da organização, é a solução para tal ambiente.

Enfim, a burocracia foi o ponto de partida para estudos empíricos sobre as organizações, tendo diversos teóricos analisado as organizações em seus graus de diferenças. Um programa de pesquisa gerado em Aston sofisticou a análise, partindo, assim, para a Teoria da Contingência. A conclusão encontrada por um pesquisador chamado Donaldson foi de que era mais fácil as organizações se adaptarem, ou terem escolhas estratégicas que favorecem tal adaptação, às contingências do que estas últimas serem mudadas para melhor se “encaixarem” nas organizações. Dessa forma, muitos dos recentes debates tem sido sobre as novas formas organizacionais.

Importância da Estruturação

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BIBLIOGRAFIA:

Clegg, Kornberger e Pitis - Managing and Organizations. An Introduction to theory and practice - Cap 2. Sage Publications, 2005
sites:
O link abaixo mostra um exemplo de aplicação da Teoria da Contingência, mostrando como uma contingência influencia o sistema de contabilidade gerencial de uma organização nacional, o Banco do Brasil.
<acessado em 2 dezembro de 2009/ contabilidade gerencial de uma organização nacional/ http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos12004/418.pdf>
O link abaixo é um vídeo que trata da necessidade de surgimento do que hoje chamamos Teoria da Contingência, parte de sua história e seus principais conceitos:

<acessado em 2 dezemro de 2009/ Abordagem Contingencial/
http://www.youtube.com/watch?v=O04TMm_ylug>